Postado em 20 de fevereiro 2024
Todo produtor sabe a importância de usar o melhor fertilizante possível para suprir a demanda nutricional que uma lavoura de alta performance precisa. A questão que muitas vezes surge é: como identificar o fertilizante adequado para cada cultivo?
Pode ser mais fácil do que você imagina! Siga a leitura abaixo para descobrir o melhor caminho em busca desse conhecimento.
O crescimento de uma planta está diretamente relacionado à quantidade e qualidade de nutrientes oferecidos a ela, que permitem o seu desenvolvimento. Por isso, a análise do solo é essencial para o produtor ter compreensão do estado nutricional da lavoura. Conhecendo a situação do solo e quais as necessidades de nutrientes da lavoura cultivada, é possível comprar fertilizantes e utilizar o fertilizante adequado para cada tipo de cultura.
A correta adubação do solo é fundamental para o sucesso da atividade agrícola com o melhor fertilizante possível. Neste sentido, é preciso saber que cada cultura apresenta suas necessidades nutricionais específicas e há maneiras distintas de oferecer a adubação adequada, seja para manter ou aumentar a disponibilidade de nutrientes no solo, ou para melhorar a matéria orgânica presente nele.
Considerando que por vezes se torna economicamente impraticável fazer a correta adubação do solo, se faz necessário lançar mão de fertilizantes foliares para promover às plantas os nutrientes necessários para seu desenvolvimento e produção.
Portanto, ao se fazer o manejo nutricional correto com o uso de fertilizantes – sabendo bem qual a demanda nutricional do cultivo, as lavouras produzem mais e com mais qualidade, proporcionando melhores produtos e rentabilidade para o agricultor a partir do fertilizante adequado.
É importante destacar que o fertilizante adequado garante maior eficiência para atender as necessidades nutricionais específicas de cada cultura, independentemente do tipo de adubação – seja ele orgânico ou convencional. A adequação também contribui para uma agricultura mais sustentável, pois evita a elaboração de produtos em excesso.
Essa eficiência, será obtida com a utilização do melhor fertilizante para a cultura, seja qual for o método de adubação: via solo, via foliar ou fertirrigação. Cada método com suas particularidades.
A única certeza é que a deficiência ou a superdosagem de um nutriente interfere na absorção dos outros nutrientes pela planta, o que prejudica seu desenvolvimento e diminui a produtividade da lavoura. A superdosagem com o uso de fertilizantes também pode desequilibrar o pH do solo e, dependendo da quantidade aplicada, até mesmo causar a morte das plantas.
Considerando que a adubação é um dos fatores indispensáveis para a produção agrícola, a correta adequação de fertilizantes é o que garante o crescimento das plantas, contribuindo para o aumento da produtividade e a qualidade do produto, além de melhorar a capacidade de resposta das plantas contra pragas e doenças.
Para se desenvolverem da melhor forma, as plantas precisam de macronutrientes e micronutrientes contidos no solo. Dentre os macronutrientes, os considerados essenciais primários são: nitrogênio (N), potássio (P), fósforo (K). Além de cálcio (Ca), magnésio (Mg) e enxofre (S) os macronutrientes essenciais secundários.
Com relação aos micronutrientes, os essenciais são: boro (B), cobre (Cu), cloro (Cl), ferro (Fe), manganês (Mn), molibdênio (Mo) e zinco (Zn).
Assim, compreender as demandas específicas de cada cultura é fundamental para garantir uma nutrição equilibrada e decidir corretamente na hora de comprar fertilizantes. Por isso, a personalização desses elementos na formulação do melhor fertilizante é um passo essencial para atender às exigências específicas de cada planta e otimizar seu desenvolvimento.
Além disso, é necessário levar em conta as chamadas leis gerais da adubação, conhecidas como Lei de Liebig, Lei de Mitscherlich e Lei de Voisin. A Lei de Liebig, conhecida como Lei do Mínimo, diz que a produção da cultura é limitada pelo nutriente que está em menor disponibilidade no solo, mesmo que todos os outros estejam na quantidade adequada.
A Lei de Mitscherlich, chamada de Lei dos Incrementos Decrescentes, observa que aumentar progressivamente a dose do nutriente em déficit no solo provoca um rápido ganho na produtividade no começo, mas tais vantagens se tornam cada vez menores com o tempo até atingir um platô.
A Lei de Voisin, ou Lei do Máximo, diz que o aumento cada vez maior de doses de um nutriente faz com que comece a cair os rendimentos da produção, ou seja, o excesso limita ou mesmo prejudica a produção.
A correta identificação das necessidades nutricionais de um determinado tipo de cultivo é um processo complexo. Para alcançá-lo, pode ser necessário a realização de análises do solo, de folhas e tecidos vegetais, além da observação de sintomas de deficiência nutricional, por exemplo: Folhas amareladas das bordas para o centro, podem significar deficiência de cálcio; Folhas superiores verde-claras e inferiores amareladas ou castanhas, pode ser sinal de deficiência de nitrogênio; Folhas novas amareladas, com veios verdes, pode ser indício de falta de ferro, enquanto folhas menores, deformadas e amareladas nas nervuras pode indicar deficiência de magnésio.
Por isso, é necessário contar com ajuda de especialistas para buscar orientações específicas para cada tipo de cultivo e assim comprar fertilizantes adequados.
Atualmente, existem diversas tecnologias inovadoras que podem ser aplicadas na análise e formulação de fertilizantes adequados.
Entre elas, destacamos o sensoriamento remoto para monitoramento de culturas, os sistemas de informação geográfica (SIG), os softwares de modelagem agronômica, além de dispositivos portáteis para análise rápida de nutrientes.
Todos são exemplos de ferramentas tecnológicas que proporcionam dados precisos e que auxiliam o produtor a comprar fertilizantes adequados.