Postado em 10 de dezembro 2019
Em algumas culturas, há práticas agronômicas que estão efetivamente consagradas. No caso do algodão, por exemplo, tem-se por meta colher o máximo de unidades sem que ocorra perda de qualidade.
O algodão ainda é um dos produtos mais cultivados no Brasil. Há muitos anos, a lavoura algodoeira tornou-se uma das mais rentáveis e populares do país, sendo praticada tanto por grandes como por médios e pequenos proprietários de terras, mesmo que existam muitos fatores que possam influenciar na colheita.
Quer um cultivo algodoeiro de sucesso? Então, veja a seguir, 4 cuidados para o plantio e a colheita de algodão!
Em relação ao tratamento tradicional das sementes (on farm), o TIS (Tratamento Industrial de Sementes) oferece vantagens como: o volume da dosagem de defensivo usado para o tratamento das sementes é mais preciso; mais segurança, pois os riscos de intoxicação dos trabalhadores é menor; maior rendimento por hora; mais praticidade porque as sementes já são compradas preparadas para o plantio.
O espaçamento no plantio de algodão deve ser de 0,38 m a 1 m. É importante seguir as orientações fornecidas pelas empresas a respeito das variedades e épocas de semeadura. Em relação à população, devem ser de 8 a 12 plantas por metro. As sementes devem ser distribuídas de maneira uniforme no sulco da semeadura, em linha e em profundidade.
A adubação do plantio deve ser efetuada no sulco da semeadura, ao lado e embaixo da semente, usando uma formulação NPK (nitrogênio, fósforo e potássio). Já a adubação de cobertura pode ser parcelada ou única. A primeira parcela consiste de N, K, S (enxofre) e B (boro). A segunda cobertura só deve ser feita se for realmente necessário, usando somente N e K. A adubação de micronutrientes pode ser complementada via aplicações foliares, de acordo com a necessidade da lavoura.
Além da adubação, são necessários tratos culturais até a colheita de algodão, como:
Em relação à colheita de algodão, é preciso ficar atento a alguns pontos. Muitas chuvas prejudicam porque favorecem o surgimento de fungos saprófitas. O ideal é que ela aconteça quando os frutos apresentarem 12% de umidade e todos os capulhos abertos. Em locais em que ocorre orvalho, recomenda-se iniciar a colheita somente quando o solo estiver seco. Para evitar perdas (queda do capulho, por exemplo), a máquina deve manter uma velocidade de 3,5 km/h. O percentual de perdas admitido é de, aproximadamente, 10% da quantidade total colhida.
Na colhedora de algodão, além da lubrificação, abastecimento e regulagem básica, fique atento a esses pontos:
Regule os guias de plantas, da pressão das placas de compressão, da folga dos desfibradores, das escovas e dos fusos, que precisam ficar com os bordos afiados e limpos. A quantidade de água no umidificador varia conforme a umidade e a matéria verde da planta, já que o sumo fica acumulado nos rasgos dos fusos, reduzindo a eficiência do processo. O controle automático de altura deve ser regulado.
Outro cuidado na colheita de algodão é manter as correntes carregadoras bem tensionadas para garantir que permaneçam nos guias. Como o algodão pode queimar facilmente por causa da eletricidade estática, é importante verificar diariamente o sistema de proteção contra incêndio.
Os dutos de saída e os tubos de limpeza devem estar limpos e bem fixados, pois graxa e resíduos vegetais provocam embuchamento. As turbinas lubrificadas permitem a durabilidade da máquina e sua limpeza mantém o balanceamento do sistema.
Os pentes de limpeza precisam ser regulados para que o algodão alcance a máxima área de limpeza. As telas limpas proporcionam um fluxo de ar maior do interior para fora do cesto, livrando o algodão da sujeira.
Desde o plantio até a colheita de algodão, você realizará um trabalho mais eficiente e produtivo, usando a tecnologia e boas práticas.
Aproveitando que estamos falando sobre tecnologia, que tal conhecer boas inovações tecnológicas para a nutrição de plantas?
