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Falhas no plantio de morango: causas mais comuns e como evitar perdas na lavoura

Postado em 17 de junho 2026


O estabelecimento da lavoura de morango é uma das fases mais sensíveis do ciclo produtivo e, ao mesmo tempo, uma das mais subestimadas no planejamento.

Na cultura do morango, falhas no pegament...

O estabelecimento da lavoura de morango é uma das fases mais sensíveis do ciclo produtivo e, ao mesmo tempo, uma das mais subestimadas no planejamento.

Na cultura do morango, falhas no pegamento representam perda direta de capital investido em material propagativo, preparo de canteiro e mão de obra, além de comprometerem a uniformidade e o potencial produtivo da lavoura.

 

O que causa as falhas no plantio de morango na fase inicial?

As perdas no estabelecimento raramente têm uma causa única. Na prática, fatores relacionados à qualidade das mudas, à sanidade do solo e à presença de patógenos atuam de forma combinada, elevando as taxas de mortalidade nas primeiras semanas após o transplantio.

Como a má qualidade ou o transporte incorreto das mudas prejudicam o pegamento?

Mudas que chegam ao campo em condições inadequadas já apresentam capacidade de pegamento comprometida antes mesmo do transplantio.

A desidratação do sistema radicular durante o transporte é uma das causas mais frequentes de mortalidade inicial: raízes ressecadas têm menor capacidade de absorção de água e nutrientes nos primeiros dias, quando a planta mais depende de um sistema radicular funcional para superar o estresse do transplantio.

O transporte correto exige que as mudas de raiz nua sejam acondicionadas em feixes de no máximo 50 unidades, com o sistema radicular protegido por material úmido.

Mudas com sinais de aquecimento, odor fermentado ou raízes escurecidas devem ser rejeitadas antes do plantio. A qualidade do material propagativo, incluindo o calibre da coroa e a integridade radicular, é um critério inegociável na seleção do fornecedor.

O que é a antracnose do morangueiro e como ela causa murcha e mortalidade de mudas recém transplantadas?

A antracnose, causada principalmente por fungos do gênero Colletotrichum, é uma das doenças mais graves do morangueiro na fase de estabelecimento. O fungo pode infectar a coroa da planta ainda no viveiro, permanecendo em estado latente até o transplantio.

Com o estresse do transplantio e as condições de temperatura e umidade do campo, a doença se manifesta rapidamente em forma de murcha progressiva e colapso das mudas.

O diagnóstico precoce é difícil porque os sintomas iniciais se assemelham ao estresse hídrico. A distinção ocorre pelo escurecimento da região da coroa ao seccionar a planta longitudinalmente. O controle começa na escolha de mudas certificadas e no histórico sanitário do viveiro, já que o controle da antracnose torna-se limitado após a infecção da coroa estar estabelecida na planta.

Quais pragas de solo afetam o estabelecimento do morango?

O coró-das-hortaliças (Phyllophaga spp.) está entre as pragas de solo que mais afetam o estabelecimento do morangueiro.

As larvas do coró destroem as raízes antes e após o transplantio, comprometendo a absorção de água e nutrientes em uma fase em que a planta não tem capacidade de repor o sistema radicular com rapidez.

Em sistemas protegidos e viveiros, larvas de fungus gnats (Bradysia spp.) também podem comprometer raízes finas e pontas radiculares, reduzindo a área de absorção e criando portas de entrada para patógenos fúngicos.

O histórico de uso da área e o nível de matéria orgânica no solo são fatores que influenciam a pressão dessas pragas.O monitoramento com armadilhas adesivas amarelas é uma prática relevante para identificar a presença de adultos de fungus gnats antes do plantio em ambientes protegidos.

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Quais erros operacionais geram problemas no estabelecimento do morango?

Além dos fatores bióticos, erros técnicos na operação de transplantio respondem por uma parcela significativa das falhas no estabelecimento do morangueiro. São problemas evitáveis com treinamento adequado da equipe e supervisão técnica nas primeiras horas após o plantio.

Qual a profundidade e o posicionamento ideal do sistema radicular ao plantar?

O posicionamento correto da muda é um detalhe técnico com alto impacto na sobrevivência. Quando a coroa é enterrada, o ponto de crescimento fica soterrado, dificultando a emissão de novas folhas e predispondo a planta ao apodrecimento na região meristemática. Quando a muda é plantada de forma superficial, as raízes ficam expostas, sem contato adequado com o substrato para iniciar a absorção.

A orientação consolidada indica que a coroa deve ficar exatamente ao nível do solo, nem enterrada nem elevada. Além da profundidade, as raízes precisam ser distribuídas verticalmente no orifício de plantio, sem dobras ou enovelamento.

Raízes dobradas retardam o desenvolvimento radicular nos primeiros dias e aumentam a suscetibilidade ao estresse hídrico no período crítico de estabelecimento.

Como a falta (ou excesso) de irrigação impacta a mortalidade de mudas de morango?

O manejo da irrigação nos primeiros dias após o transplantio é determinante para a sobrevivência das mudas.

Sem um sistema radicular plenamente estabelecido, a planta depende da umidade disponível na zona radicular para repor a água perdida pela transpiração foliar, que continua ocorrendo normalmente mesmo sem raízes funcionais em quantidade suficiente.

Em determinadas condições climáticas, especialmente sob temperaturas elevadas e baixa umidade relativa, a aspersão temporária após o transplantio pode auxiliar na elevação da umidade ao redor das plantas, reduzindo a demanda evapotranspirativa enquanto o sistema radicular ainda não opera em plena capacidade.

A supressão dessa prática em épocas quentes pode aumentar a mortalidade inicial.

Por outro lado, o excesso de irrigação por gotejo nos primeiros dias pode saturar o solo e favorecer o desenvolvimento de patógenos radiculares, como Phytophthora spp., comprometendo igualmente o pegamento.

Temperaturas elevadas no momento do transplantio aumentam a desidratação das mudas e reduzem o pegamento. Por isso, o plantio preferencialmente deve ocorrer em períodos de menor radiação e temperatura mais amena, reduzindo o estresse fisiológico inicial.

Veja como a nutrição adequada contribui para frutos mais doces, mais saborosos e com coloração mais uniforme.

 

Como evitar perdas e garantir o pegamento das mudas de morango?

O controle das falhas no estabelecimento é uma combinação de boas práticas operacionais, manejo nutricional estratégico e controle preventivo de pragas e doenças. Cada uma dessas frentes contribui de forma complementar para reduzir a mortalidade e garantir uniformidade ao talhão desde o início.

Como preparar a muda corretamente antes do plantio no canteiro?

A preparação adequada da muda antes do transplantio reduz significativamente o estresse de instalação. A poda das raízes para cerca de 10 cm facilita a distribuição no orifício de plantio e estimula a emissão de raízes laterais novas.

A retirada de folhas velhas ou em excesso reduz a demanda evapotranspirativa nos primeiros dias, equilibrando a relação entre a oferta hídrica disponível e a perda por transpiração.

A hidratação das raízes antes do plantio, por imersão em água por 30 minutos a 1 hora, recupera a turgescência das mudas que possam ter chegado levemente ressecadas.

Nesse processo, o uso do BioGain NPK pode contribuir para o suporte nutricional e o desenvolvimento inicial das mudas, ajudando as plantas a sentir menos o estresse do transplantio e a se adaptar com mais rapidez ao canteiro.

De que maneira o controle biológico protege o sistema radicular?

O controle biológico é uma ferramenta complementar eficaz para proteger o sistema radicular durante o estabelecimento.

Ácaros predadores do gênero Hypoaspis atuam no solo contra larvas de fungus gnats, reduzindo a pressão da praga na fase mais vulnerável das mudas. O uso de Bacillus thuringiensis var. israelensis no substrato é outra opção para o controle de larvas de dípteros fungívoros, com baixo impacto sobre organismos não-alvo.

A integração entre controle biológico, manejo correto da irrigação e escolha de mudas sadias forma a base de uma estratégia preventiva consistente, que reduz os custos de replantio e garante uma lavoura mais uniforme desde os primeiros dias.

Confira também:  4 dicas para aumentar o florescimento do cultivo

 

Por que garantir uma lavoura sem falhas é essencial?

O morangueiro é uma cultura de alto valor agregado, mas também de alta exigência técnica. Falhas no estabelecimento não são apenas perdas de mudas: são perdas de tempo de ciclo, de uniformidade de colheita e de capital investido sem retorno.

Um talhão com falhas gera colheitas desuniformes, dificulta o manejo e reduz a quantidade de frutos qualificados para o mercado de mesa, onde os preços são significativamente superiores.

Garantir uma taxa de pegamento acima de 95% exige atenção em cada etapa: escolha de mudas certificadas, transporte e armazenamento corretos, plantio com posicionamento adequado da coroa, irrigação de estabelecimento bem dimensionada e controle preventivo de pragas e doenças do solo.

Para estruturar o suporte nutricional nas primeiras semanas, a linha de nutrição de plantas da Rigrantec oferece soluções desenvolvidas para maximizar a resposta produtiva da lavoura desde a fase de enraizamento.

 

Conte com a Rigrantec para o manejo inicial do morango

O estabelecimento inicial da lavoura depende do equilíbrio entre solo, nutrição e fisiologia da planta. Na Rigrantec, oferecemos soluções como BioGain Fruta e BioGain Amino K contribui para o enchimento e a qualidade dos frutos nas fases produtivas. Em situações de estresse fisiológico, o uso de BioGain Liq A 50 ajuda na recuperação e manutenção do vigor da planta.

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