Postado em 23 de maio 2025
A resiliência das plantas é importante diante dos desafios climáticos modernos. Os processos bioquímicos e biofísicos regulam o crescimento, desenvolvimento e interação das plantas com o ambiente, como a água, luz, temperatura, nutrientes e estresses bióticos e abióticos.
Práticas de manejo e uso de produtos com ação bioestimulante contribuem para a adaptabilidade, aumento da tolerância e da recuperação de culturas e garantem a produtividade, mesmo sob condições adversas. Os bioestimulantes à base de substâncias húmicas, aminoácidos, extratos de algas, hormônios vegetais e microrganismos ajudam a aumentar a tolerância das plantas à seca, promovendo crescimento e enriquecimento metabólico.
Os estresses abióticos são causados por fatores ambientais adversos e e têm se tornado mais severos devido às mudanças climáticas. Seca, calor excessivo, geadas, salinidade, deficiência ou excesso de nutrientes e a poluição do solo são exemplos de estresses abióticos que afetam o desenvolvimento das plantas.
A alta temperatura do solo também pode prejudicar o desenvolvimento das raízes, dificultando o crescimento das plantas e a absorção de nutrientes. Já as geadas podem causar a morte de tecidos vegetais e impactar negativamente a colheita.
Por isso, é preciso adotar práticas que fortaleçam a recuperação de culturas para manter a segurança alimentar e a sustentabilidade agrícola. São técnicas que vão desde a aplicação de moléculas protetoras até o uso de microrganismos benéficos.
A calagem, a gessagem e a construção da fertilidade do solo são práticas vitais para tornar os ambientes de produção mais resilientes e sustentáveis. Permitir que as raízes se desenvolvam em profundidade aumenta a tolerância das plantas a períodos de seca prolongada. Um sistema radicular bem desenvolvido garante que as plantas absorvam água e nutrientes com mais eficiência, mesmo em condições de estresse.
O uso de extratos de algas marinhas, como Ascophyllum nodosum, atua no fortalecimento fisiológico das plantas e colabora na recuperação de culturas. As algas (micro e macroalgas) são exemplos de bioinsumos que auxiliam na síntese de fitormônios, disponibilidade de nutrientes e atividades enzimáticas e crescimento das plantas.
As macroalgas Ascophyllum nodosum, por exemplo, têm efeito benéfico na nutrição e nos metabolismos de proteção e fotossintético das plantas, auxiliando no desenvolvimento radicular, na mitigação do estresse hídrico ou por frio, e aumentando o teor de nutrientes. Por sua vez, as microalgas são usadas na biorremediação de águas residuárias e na produção de biofertilizantes. Ambas podem antecipar respostas contra estresses bióticos e abióticos, melhorando a recuperação de culturas e sendo essenciais na agricultura como bioestimulantes.
O principal objetivo é promover o crescimento e desenvolvimento adequado das plantas, atuando como agente estimulante no sistema vegetal, além de funcionar como um agente antiestressante, fortalecendo o sistema antioxidante das plantas e aumentando sua resistência a condições adversas.
Para agricultores que desejam aproveitar a ação bioestimualnte das algas marinhas, uma opção é o BioGain Liq A 50, fertilizante líquido com alta concentração de Ascophyllum nodosum, ideal para aplicação foliar e manejo fisiológico de culturas em diversos estágios.
Os aminoácidos têm grande importância na regeneração pós-estresse e na recuperação das culturas ao ajudar no equilíbrio metabólico e no reparo celular. Com eles, as plantas acumulam proteínas e outras substâncias que reduzem a perda de água das células, mantendo o equilíbrio hídrico necessário.
Para esse propósito, uma excelente alternativa é o BioGain Amino, fertilizante em pó com alta concentração de aminoácidos de origem vegetal, composto por 17 tipos diferentes de aminoácidos essenciais.
Esse acúmulo d’água cria um potencial hídrico menor no interior das células, garantindo que a água permaneça retida. Dentre as substâncias que têm a função de diminuir o potencial hídrico celular estão o aminoácido prolina, alguns tipos de açúcares e proteínas.
Uma boa estratégia é realizar a aplicação foliar para acelerar a recuperação de culturas após eventos climáticos extremos. Isso porque a pulverização foliar permite uma absorção rápida dos nutrientes pelas plantas, enquanto a irrigação garante uma distribuição uniforme no solo.
A salinidade é um problema cada vez maior nos solos agrícolas mal manejados e em regiões irrigadas. A acumulação de sais no solo impede que as raízes absorvam água de maneira eficiente, o que causa um efeito similar ao da seca, mesmo quando há água disponível no solo.
Para enfrentar tal questão, os ácidos húmicos são bons aliados na redução dos impactos da salinidade, melhorando a estrutura do solo e colaborando na recuperação de culturas afetadas pela salinidade, mitigando seus efeitos negativos nas culturas agrícolas.
Os ácidos húmicos fazem parte da fração orgânica do solo conhecida como substâncias húmicas, que inclui também os ácidos fúlvicos e huminas, resultantes da decomposição da matéria orgânica. Eles atuam diretamente nas propriedades físicas do solo ao aumentar a porosidade e aeração, a retenção de umidade e a redução da compactação.
A combinação de tecnologias variadas, como bioestimulantes, nutrição balanceada e práticas conservacionistas é uma ótima ideia para compor uma abordagem integrada que favoreça uma agricultura resiliente.
Nesse sentido, a fisiologia vegetal é o caminho para enfrentar os desafios da agricultura moderna, integrando conhecimentos e práticas eficientes, inclusive na recuperação de culturas. Por isso, investir em pesquisas e tecnologias baseadas na fisiologia vegetal é essencial para garantir a resiliência das plantas e a segurança alimentar em um cenário de mudanças climáticas.
A combinação do uso de moléculas protetoras, reguladores de crescimento vegetal e inoculantes microbianos, por exemplo, permite criar sistemas agrícolas mais resilientes. Quando integradas em programas de manejo bem planejados, tais técnicas ajudam as plantas a alcançar seu potencial genético mesmo diante de adversidades climáticas, garantindo segurança na produção e sustentabilidade ambiental.
O investimento em soluções naturais e tecnologias sustentáveis é indispensável para garantir a recuperação de culturas diante dos estresses ambientais cada vez mais frequentes com a crise climática. São as práticas inovadoras de hoje que definirão a produtividade e a segurança alimentar do futuro. Portanto, a pesquisa e o desenvolvimento de novas tecnologias são essenciais para assegurar a resiliência das culturas e a segurança alimentar num cenário de pressão sobre a produção agrícola.