Postado em 06 de maio 2025
De acordo com a definição da Embrapa, os adjuvantes são substâncias adicionadas à formulação ou à calda de defensivos agrícolas, para aumentar a eficiência do produto ou modificar determinadas propriedades da solução, visando facilitar a aplicação ou minimizar possíveis problemas.
Vale ressaltar que os adjuvantes não são todos iguais, existem muitos tipos de adjuvantes, cada um com ações específicas conforme as características das plantas em que serão aplicados. Em termos gerais, usar adjuvante facilita as pulverizações e aumenta a eficiência de herbicidas, fungicidas, inseticidas, fertilizantes, além de reduzir o desperdício.
Quer saber as cinco dicas básicas para usar adjuvante da maneira mais eficiente? Então siga a breve leitura!
Como dissemos, existem diferentes tipos de adjuvantes, cada um com função específica para melhorar a eficácia da pulverização. Portanto, conhecer essa variedade é importante para saber escolher o produto certo conforme a necessidade do produtor.
Há, por exemplo, o adjuvante antideriva (Define), criado para evitar a contaminação de outras áreas e plantas, além de perda dos químicos aplicados. O produto altera as propriedades da calda e auxilia no controle da deriva devido aos maiores tamanhos de gotas e menor número de gotículas pequenas, o que resulta numa pulverização mais espessa que evita que as gotículas se dispersem no ar e contaminem outras áreas.
Outro exemplo é o adjuvante redutor de pH (pH 5Zn), que tem a capacidade de ajustar o pH da calda e de melhorar a dispersão do herbicida, além de aumentar a compatibilidade da mistura.
Também um tipo de adjuvante comum é o espalhante (SuperSil), desenvolvido para diminuir a tensão superficial das gotículas, reduzindo o ângulo de contato delas com a superfície da folha. Ao diminuir a resistência das gotículas de água, aumenta o contato dos produtos com as partes da planta. O produto possibilita o espalhamento completo da gota sobre a superfície tratada, aumentando a absorção do produto aplicado.
Por sua vez, usar o adjuvante redutor de espuma (Zero Espuma) evita a formação de espuma nas caldas de pulverização agrícola. O efeito permite o uso de todo o volume do tanque, reduzindo as chances de derramar espuma e causar risco de contaminação do solo e do operador. Ao reduzir a formação de espuma no tanque, o adjuvante antiespumante facilita sua adequada aplicação.
E há ainda os adjuvantes multifuncionais que, como o nome indica, cumprem mais de uma função. O produto Pronto Três, da Rigrantec, por exemplo, tem ação penetrante, antideriva, espalhante, condicionador de calda, redutor de pH e emulsificante. Tudo num só produto!
Em termos gerais, os adjuvantes são produtos utilizados no preparo da calda dos defensivos usados no tanque de pulverização. O uso de adjuvantes tem o objetivo de aumentar a eficiência do produto ou modificar algumas propriedades da solução, seja para facilitar a aplicação ou diminuir possíveis problemas.
Por isso, ao usar adjuvante, é muito importante conhecer suas qualidades e características para escolher o produto compatível com o defensivo que será misturado, de modo a atingir o resultado desejado e evitar reações indesejadas, como precipitação ou perda de eficácia.
Outra dica é analisar a relação custo x benefício na hora da escolha do produto, além de escolher o adjuvante certo para a função desejada. Também é sempre importante realizar testes prévios e, claro, seguir as recomendações do fabricante. Vale destacar que o produtor deve usar adjuvante registrado no Ministério da Agricultura.
Depois da escolha de qual tipo de adjuvante usar, a aplicação correta do produto é determinante para se obter o resultado desejado. Nesse ponto, a dosagem merece atenção, pois a quantidade é o que garantirá o benefício e compensará o investimento, sem comprometer a segurança da lavoura.
Por mais óbvio que possa ser, ao fazer uso de adjuvante nunca é demais ressaltar a importância de sempre seguir as orientações do fabricante presentes na embalagem ou na bula do produto.
Em sentido semelhante, contar com a assistência de um agrônomo também é sempre recomendável. Esse profissional será capaz de ajudar o produtor a entender as quantidades corretas conforme o tipo de adjuvante escolhido. Afinal, uma dosagem insuficiente não proporcionará o efeito desejado e uma dose excessiva pode causar fitotoxicidade.
Fatores climáticos como temperatura, umidade e vento podem influenciar diretamente a eficácia da aplicação. Considerar as condições do clima no momento da pulverização é essencial para garantir o resultado desejado e também para evitar o risco de contaminação do meio ambiente ou lavouras vizinhas.
Afinal, existem muitos tipos de adjuvantes agrícolas, com diversas funcionalidades, e para definir o melhor adjuvante para a sua lavoura, é preciso avaliar as características climáticas da região, em conjunto com a cultura e os insumos utilizados.
Assim, o uso de adjuvante antideriva, por exemplo, é fundamental para evitar perdas do produto em dias com ventos fortes. Além disso, tenha sempre a orientação de um agrônomo para o manejo correto dessas substâncias e siga as orientações de uso especificadas pelo fabricante na embalagem.
A pulverização correta visa maximizar a produtividade sem comprometer a qualidade e a segurança. Colocar o produto no alvo de maneira precisa, na quantidade necessária e com o mínimo de contaminação para o aplicador e o meio ambiente, exige técnica e cuidado.
A começar pela mistura do produto no tanque do equipamento aplicador. Nesta etapa, a sequência de mistura dos produtos influencia diretamente a estabilidade da calda e a eficácia da aplicação, pois pode haver compatibilidade ou incompatibilidade entre os ingredientes.
Misturas incompatíveis causam alterações físicas ou químicas indesejadas, que comprometem a aplicação e a eficácia dos produtos. Por isso, uma vez definidos os produtos a serem misturados, a ordem de adição deles na mistura é vital. A incompatibilidade pode ainda representar gasto de tempo e dinheiro quando a mistura não tiver a eficácia esperada.
Na prática, misturas incompatíveis fisicamente podem exibir formação de flocos e grumos, formação excessiva de espuma ou pastas. Um exemplo é quando concentrados emulsionáveis são adicionados ao tanque antes dos pós molháveis, resultando numa pasta insolúvel na superfície do tanque.
Além da atenção na sequência dos produtos misturados no tanque, o uso de equipamentos adequados e a limpeza também é importante. Verifique sempre o estado de conservação e funcionamento dos pulverizadores, tanque, bomba, manômetro, filtros, mangueiras e bicos.
Use equipamentos calibrados e faça a manutenção regular dos bicos de pulverização para garantir uma cobertura uniforme. A escolha dos bicos é importante, pois diferentes bicos produzem gotas de tamanhos variados, impactando na eficácia e precisão da aplicação.
A limpeza do equipamento após a pulverização é a etapa final do processo. Para executar tal serviço, o produtor pode contar com o limpa tanque Neutralize Ultra, produzido pela Rigrantec. Realizar a limpeza do tanque e do sistema de pulverização após a aplicação é fundamental para garantir mais segurança nas próximas aplicações, pois Neutralize Ultra remove e inativa completamente os resíduos de produtos químicos no tanque de pulverização.
Por fim, mantenha os pulverizadores em bom estado de conservação e funcionamento, com manutenções regulares e trocando peças danificadas sempre que for preciso para garantir a aplicação eficiente.
Como vimos até aqui, são muitos os benefícios dos adjuvantes, seja ao atuarem na barreira natural na superfície das plantas para facilitar a absorção dos defensivos agrícolas ou como antideriva no momento da aplicação. Com tantos tipos de adjuvantes e características distintas, quando usados corretamente, eles colaboram na maior produtividade da cultura e na rentabilidade do produtor.