Postado em 12 de agosto 2025
O adubo foliar é uma forma eficiente de suplementar nutrientes nas plantas. A adubação foliar permite que as plantas, através das folhas, absorvam os nutrientes aplicados. Existem vários tipos de adubos foliares, havendo os de fontes solúveis, como é o caso dos sais (sulfatos, cloretos e nitratos), dos quelatos/complexos (EDTA, EDDHA, EDDHSA, HGA) e dos fertilizantes com ação bioestimulante como algas marinhas, aminoácidos e substâncias húmicas.
Os tipos de adubos foliares são classificados em orgânicos, minerais e organominerais. Os orgânicos são obtidos por processos de compostagem ou fermentação de materiais de origem vegetal e animal. Os minerais são formulados a partir de substâncias extraídas de rochas ricas nos nutrientes de que as plantas precisam, alcançando composições mais estáveis e precisas.
E os fertilizantes foliares organominerais são aqueles que buscam combinar, de forma equilibrada, as boas características tanto dos tipos de adubos foliares orgânicos quanto dos minerais.
Resumidamente, a função do adubo foliar é complementar a nutrição da planta, com a vantagem de rapidamente conseguir corrigir e evitar deficiências, principalmente em momentos críticos.
Os diferentes tipos de adubos foliares buscam o mesmo objetivo, ou seja, por meio de um solução nutritiva geralmente composta por macro e micronutrientes para plantas, solucionar e evitar problemas nutricionais devido a sua rápida absorção e assimilação pelas folhas.
Dessa forma, o adubo foliar atua como uma estratégia complementar à adubação via solo, proporcionando o fornecimento eficiente de nutrientes diretamente pelas folhas. Essa abordagem é especialmente útil em fases fenológicas críticas, como floração, frutificação ou formação de grãos, quando a demanda nutricional é elevada e a absorção radicular pode estar comprometida por fatores como estresse hídrico, compactação do solo, pH inadequado ou baixa mobilidade de certos nutrientes no solo.
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Existem ótimos adubos foliares a disposição do produtor no mercado brasileiro. Podemos ceitar, por exemplo, o BioGain Amino, um fertilizante organomineral com formulação líquida, à base de 17 aminoácidos essenciais do tipo L que estimulam as plantas a aumentarem sua capacidade de tolerarem e reverterem os efeitos de estresses bióticos e abióticos. Além disso, os aminoácidos funcionam como carreadores de nutrientes, facilitando sua absorção e translocação dentro da planta.
O BioGain Plus, também um fertilizante organomineral líquido composto por uma combinação equilibrada de extrato de algas marinhas e aminoácidos, com a capacidade de melhorar o equilíbrio fisiológico das plantas, estimular o crescimento, enraizamento, floração e frutificação.
Outra opção é o Micromix, um fertilizante foliar com micronutrientes, formulado com um mix de micronutrientes quelatados com EDTA, ideal para fornecer nutrientes essenciais às plantas. O Micromix serve para prevenir e tratar alterações fisiológicas ou deficiências nutricionais causadas pela indisponibilidade de micronutrientes.
Há ainda o GeoQuel Ferro 6 EDDHA, um fertilizante mineral simples, em pó altamente solúvel, contendo 6% de Ferro quelatizado por EDDHA de alta performance. O produto é indicado para suprir o micronutriente ferro nas mais diversas culturas como alface, rúcula, plantas ornamentais, flores, frutíferas e citros.
Outro destaque é o Soliz, um fertilizante organomineral condicionador de solo na forma líquida, que combina substâncias húmicas (ácidos húmicos e ácidos fúlvicos) e extrato de algas marinhas. O Soliz melhora as propriedades químicas, físicas e biológicas do solo, favorecendo o enraizamento e estimulando o crescimento saudável das plantas.
Seja quais forem os tipos de adubos foliares, a aplicação é sempre realizada com o adubo em uma calda nutritiva a ser pulverizada sobre as folhas, com atenção à dose recomendada, pH da calda e condições climáticas no momento da aplicação.
Nas folhas, os nutrientes são absorvidos pela cutícula e em menor escala, pelos estômatos. Após atravessar essas barreiras, os nutrientes são translocados para diferentes partes da planta, onde participam de processos metabólicos essenciais, como a síntese de enzimas, proteínas, compostos estruturais e moléculas energéticas, contribuindo diretamente para o crescimento e o desenvolvimento vegetal.
A melhor hora para aplicar qualquer tipo de adubo foliar é no início da manhã ou no final da tarde, preferencialmente em períodos com maior umidade relativa do ar, evitando o calor intenso e a radiação solar direta. Nessas condições, a absorção foliar é mais eficiente e há menor risco de fitotoxicidade. Em momentos de estresse da planta, a adubação foliar pode ajudar muito na recuperação.
O adubo foliar pode ser aplicado em qualquer tipo de cultivo, seja com borrifadores manuais em cultivo caseiro até grandes extensões com pulverizadores de maior porte.
Para ter a formulação ideal, é importante observar qual é a planta, seu estádio de desenvolvimento, sua necessidade de nutrientes, o clima, o solo da região e as variações que podem eventualmente ocorrer em cada safra. O profissional especializado para fazer essa análise é o agrônomo.
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